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Como Criar uma Reserva de Emergência: Guia Completo para Iniciantes

  • Foto do escritor: Pedro Ribeiro
    Pedro Ribeiro
  • 28 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

Você já passou por um imprevisto que mexeu com seu bolso? Uma ida inesperada ao hospital, o carro quebrado no meio da semana, ou até mesmo uma demissão repentina? Situações como essas podem acontecer com qualquer pessoa — e é justamente por isso que ter uma reserva de emergência pode ser a diferença entre manter a tranquilidade ou entrar em desespero.


Infelizmente, muitos brasileiros vivem no limite do orçamento, sem nenhuma proteção para lidar com o inesperado. A consequência disso são decisões apressadas: entrar no rotativo do cartão, pedir empréstimos com juros abusivos ou até deixar de pagar contas básicas.

Mas e se você pudesse mudar isso?


Homem com máscara descarregando caixas de uma van, representando situações imprevistas que exigem reserva de emergência para lidar com mudanças repentinas
Foto de Norma Mortenson

Neste artigo, vamos te mostrar de forma clara e prática por que guardar um valor para emergências é uma das atitudes mais inteligentes que você pode tomar com seu dinheiro. Responderemos as dúvidas mais comuns, explicaremos onde e quanto guardar, e te ajudaremos a dar o primeiro passo para uma vida financeira mais segura e livre de sustos.

Preparado para transformar sua relação com o dinheiro? Então continue a leitura e entenda tudo sobre a reserva de emergência!


1. O que é uma reserva de emergência?


A reserva de emergência é um valor guardado exclusivamente para imprevistos financeiros, como perda de emprego, problemas de saúde, conserto do carro, ou qualquer outra situação que exija dinheiro imediato.


2. Por que é importante ter uma reserva de emergência?


Porque imprevistos acontecem com todo mundo — e ter um dinheiro separado para isso evita o uso de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos, que costumam ter juros altos. A reserva traz segurança e tranquilidade.


3. Para que tipo de situação devo usar a reserva?


Use a reserva de emergência apenas em casos como:

  • Perda de renda (ex: demissão ou queda de faturamento)

  • Despesas médicas urgentes

  • Reparos essenciais (carro, casa, eletrodomésticos)

  • Viagens emergenciais (funeral, saúde, etc.)


Se for algo planejado (como uma viagem de férias ou compra de um celular), não é emergência!


4. Quanto devo guardar na reserva?


O ideal é guardar o equivalente a 6 meses do seu custo fixo mensal (moradia, alimentação, transporte, saúde, contas básicas). Se você é autônomo ou tem renda variável, o recomendado é de 6 a 12 meses.

Exemplo:Se você gasta R$ 2.000 por mês para viver, sua reserva deve ser entre R$ 12.000 e R$ 24.000.


Onde devo guardar esse dinheiro?

A reserva deve estar em um investimento que seja:

  • Seguro

  • De fácil acesso (liquidez diária)

  • Que renda mais que a poupança


Sugestões:

  • Tesouro Selic

  • CDB com liquidez diária e 100% do CDI ou mais

  • Fundos de renda fixa conservadores


6. Posso usar a reserva para pagar dívidas?


Idealmente, não. A reserva é para emergências. Mas, se a dívida tem juros muito altos (como cheque especial ou cartão de crédito), talvez valha a pena usar parte da reserva para quitar e recomeçar seu planejamento financeiro.


7. E se eu nunca precisar usar a reserva?


Melhor ainda! Isso significa que você está preparado e protegido. Pense na reserva como um seguro: a gente torce para não precisar, mas agradece quando tem.


8. Depois de usar, como recomeçar?


Se você precisou usar a reserva, tudo bem. O importante é começar a repor aos poucos. Volte a guardar mensalmente um valor fixo, mesmo que pequeno, até recuperar o valor ideal.


Você já parou para pensar no que faria se perdesse sua principal fonte de renda amanhã? E se um problema de saúde inesperado surgisse, ou seu carro quebrasse de repente? Ter uma reserva de emergência pode parecer algo distante quando estamos lidando com boletos, desejos de consumo e a rotina corrida — mas é justamente ela que vai te dar tranquilidade nos momentos mais difíceis.


A construção dessa reserva não é sobre guardar “o que sobra”, mas sim criar um hábito de proteção financeira. É sobre dormir tranquilo sabendo que imprevistos não vão virar crises.

Agora pense: quanto você conseguiria guardar este mês? Por onde pode começar, mesmo que com pouco?


Se você ainda não sabe quanto guardar por mês, temos um conteúdo explicando como fazer isso mesmo com um orçamento apertado. Também recomendamos ler nosso post sobre como organizar seu orçamento pessoal — ele pode ser o primeiro passo para tirar a reserva de emergência do papel.


Lembre-se: não se trata de ter muito dinheiro, mas sim de se preparar com inteligência. O melhor momento para começar a sua reserva era ontem. O segundo melhor momento é agora.

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